
A expansão da inteligência artificial levou a um aumento significativo das emissões de gases de efeito estufa do Google em 2025. Segundo o relatório de sustentabilidade da empresa, as emissões cresceram 18% no último ano, principalmente devido à construção e operação de data centers necessários para suportar cargas de IA.
Os principais números destacados são:
- Crescimento de 18% nas emissões de gases de efeito estufa em 2025.
- Aumento de 37% no consumo de eletricidade, o maior já registrado pela empresa em um único ano.
- Desde 2019, ano-base das metas climáticas do Google, as emissões cresceram cerca de 80% e a demanda energética aumentou aproximadamente 250%.
A corrida pela IA exige mais infraestrutura física, incluindo servidores, chips, aço, concreto e energia elétrica para os data centers. Esse crescimento dificulta o cumprimento da meta do Google de reduzir pela metade suas emissões absolutas e alcançar emissões líquidas zero até 2030.
Como contraponto, o Google afirma que suas emissões seriam cerca de cinco vezes maiores sem seus investimentos em energia limpa e ganhos de eficiência operacional. A empresa informou possuir cerca de 35 GW contratados em fontes como solar, eólica, geotérmica e nuclear, além de melhorias em hardware e software. Também declarou que seus data centers consumiriam aproximadamente 83% menos energia do que a média do setor para executar a mesma carga computacional.
Embora o Google não divulgue indicadores detalhados de eficiência no uso de água, a empresa informou ter reposto 29 bilhões de litros de água doce em 2025, equivalentes a 78% de seu consumo. Entre as iniciativas citadas estão captação de água da chuva, recarga de aquíferos, detecção de vazamentos e apoio a agricultores por meio de previsões meteorológicas. A meta é repor 120% da água consumida por escritórios e data centers até 2030.
Link da matéria original:
Capital Reset / UOL – Verdinhas: IA aumenta as emissões do Google e pressiona metas climáticas
